A literatura de cordel está presente nas feiras da Capital (Mercado Público) ou do interior. Tradicionalmente são livretos impressos em papel jornal e vendidos presos a um cordão (ou cordel), daí o nome de folhetos de Cordel. O conjunto destes é chamado literatura de Cordel, tendo as capas impressas em xilogravura, um método artesanal de imprimir uma gravura.

   Os folhetos possuem "quatro polegadas por seis", ou seja, 18 cm de altura por 12 cm de largura. Escritos por poetas populares e violeiros - ou melhor, filhos de - na maioria das vezes ditam para outras pessoas escreverem.  

   Os poemas são em versos, em números de seis a cada estrofe, lembrando-nos do trovadorismo nascido na Grécia Clássica, fonte de informação e extravasamento do artista em torno das notícias sobre as guerras, reis e heróis que fizeram de figuras como Homero, gigantes da literatura universal.

   Cantando nas feiras do Nordeste, como forma de chamar a atenção das pessoas, nos livretos de Cordéis, encontramos momentos impagáveis de espirituosidade, sátira e deboche ao que chamamos de "mundo civilizado".


 

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   "Gertrudes:
    
Marcela, boa vizinha,
     Por este mundo de Cristo (...)"